ECA NANKALANDJA KAPUMO COMERCIALIZA TODA A PRODUÇÃO NA ABERTURA NACIONAL DO ANO AGRÍCOLA
A participação da ALDA, através do Projecto CRC, deu visibilidade ao potencial da agricultura familiar para gerar rendimento, reforçar a segurança alimentar e fortalecer a resiliência das comunidades rurais do Cunene.
Cunene, 24 de Outubro de 2026 — A Escola de Campo de Agricultores (ECA) Nankalandja Kapumo, acompanhada pela Associação Luterana para o Desenvolvimento de Angola (ALDA), comercializou toda a produção que levou à Feira de Exposição e Comercialização de Produtos Agrícolas, integrada na Abertura Nacional do Ano Agrícola, realizada nas margens do Canal do Cafu, na província do Cunene.
A participação decorreu no âmbito do Projecto CRC — Construindo a Resiliência das Comunidades — implementado pela ALDA. A iniciativa apoia agricultores familiares por meio de capacitação, acompanhamento técnico e promoção de práticas agrícolas destinadas a fortalecer a produção e os meios de subsistência das comunidades.
A cerimónia de abertura foi presidida pelo Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, acompanhado pelo Ministro da Agricultura, Isaac dos Anjos, e pela Governadora da Província do Cunene, Gerdina Didalelwa. O evento reuniu representantes de instituições públicas, organizações da sociedade civil, produtores, agricultores e membros das comunidades.
Da produção ao mercado: um resultado concreto
A ECA Nankalandja Kapumo, localizada na aldeia de Tchikusse, município da Cahama, apresentou produtos cultivados pelos seus membros, incluindo tomate, repolho e pimento. A exposição permitiu dar visibilidade à produção local e estabelecer contacto directo com visitantes e potenciais compradores.

O interesse demonstrado pelos visitantes traduziu-se na venda de toda a quantidade disponibilizada para comercialização. Embora não tenham sido indicados valores de venda ou volumes comercializados, o resultado constitui um sinal positivo da capacidade dos agricultores familiares para responder às oportunidades de mercado.
Mais do que uma venda bem-sucedida, a experiência mostra a importância de combinar produção, organização dos agricultores e acesso a espaços de comercialização. Quando encontram canais para escoar os seus produtos, as famílias rurais podem transformar o trabalho agrícola em oportunidades de rendimento e reforçar a sua autonomia económica.
O Projecto CRC fortalece capacidades no terreno
A presença da ECA no evento nacional deu visibilidade ao trabalho desenvolvido pela ALDA com as comunidades rurais no âmbito do Projecto CRC, com destaque para a capacitação, o acompanhamento técnico e a organização dos agricultores.
As Escolas de Campo de Agricultores são espaços de aprendizagem prática, partilha de experiências e experimentação de boas práticas agrícolas. Este modelo pode contribuir para melhorar as técnicas de produção e ajudar os agricultores a responder aos desafios enfrentados ao longo do ciclo agrícola.

A participação na feira também permitiu aos membros da ECA valorizar o seu trabalho, apresentar os seus produtos ao público e demonstrar o potencial da produção agrícola local. A comercialização integral dos produtos levados ao evento reforça a importância de aproximar os pequenos produtores dos mercados.

Agricultura familiar, segurança alimentar e resiliência
O resultado alcançado pela ECA Nankalandja Kapumo evidencia a necessidade de continuar a investir na assistência técnica, na melhoria das práticas agrícolas e em oportunidades de comercialização adequadas à realidade dos produtores familiares.
Num contexto em que a segurança alimentar e nutricional, a adaptação às condições climáticas e a melhoria dos rendimentos rurais são desafios importantes, iniciativas de apoio à agricultura familiar podem contribuir para comunidades mais resilientes e sustentáveis.
Para a ALDA, a participação na Abertura Nacional do Ano Agrícola reafirma o compromisso com o desenvolvimento rural e com o fortalecimento dos meios de subsistência das comunidades. A experiência da ECA Nankalandja Kapumo demonstra que apoiar os agricultores não significa apenas promover a produção: significa também criar condições para que os produtos cheguem aos consumidores.
Quando a capacitação se traduz em produção e a produção encontra mercado, a agricultura familiar ganha força como caminho para o rendimento, a segurança alimentar e a resiliência comunitária.
ALDA — Desenvolvendo comunidades, fortalecendo agricultores e construindo resiliência.