Comité de Desenvolvimento da Aldeia troca reuniões formais por teatro e descobre força da petição pública
Namacunde | Abril 2026
A sala era de adobe. O quadro, uma cartolina. Mas a aula foi de mestre. Em Omwuandi, 16 dos 21 membros do CDA aprenderam que direitos humanos não moram só nos livros. "Fizemos teatro. Vimos o problema, rimos, depois resolvemos", conta um dos participantes.
Entre dramatizações, surgiu o tema que calou fundo: igualdade de género. "Se a mulher não decide na casa, como vai decidir na aldeia?", lançou a formadora da ALDA. O silêncio foi curto. Logo vieram propostas: mais mulheres na coordenação, agenda que respeite o horário da água.

Petição: a palavra nova
Pela primeira vez, o grupo ouviu que pode escrever ao administrador sem medo. "Petição pública não é queixa. É direito", explicou a equipa. O CDA saiu com tarefa: identificar 1 problema prioritário e redigir a primeira carta colectiva.
Resultado: O comité deixou de ser lista de nomes. Virou voz. E em Omwuandi, voz já abre caminho para água, escola e respeito.

Juntos podemos salvar vidas e transformar comunidades.
Associação Luterana para o Desenvolvimento de Angola.
